segunda-feira, 7 de julho de 2008

O tenista aussie Mark Philippoussis leva susto na Australia

Conhecido no meio do surf pela amizade que possui com os surfistas profissionais australianos, com quem já passou até algumas temporadas havaianas, o tenista aussie Mark Philippoussis, 31, passou por apuros nesta quinta-feira (sexta no horário local) durante uma sessão de surf em ondas grandes na praia de Winkipop, próxima à famosa Bell's Beach. Apesar do aviso que recebeu do experiente fotógrafo local Steve Ryan sobre as perigosas condições do mar, Philippoussis decidiu encarar sozinho as ondas de Winkipop.

Ao entrar para varar a arrebentação, ele foi atingido por uma grande série que partiu sua prancha e provocou ferimentos em seu corpo, além de ser arrastado pela forte correnteza em direção a uma caverna no costão de pedras. Philippoussis então foi obrigado a esperar por duas horas até que a maré abaixasse para poder sair do mar. Segundo Ryan, ele foi avisado por surfistas locais sobre o perigo de entrar naquelas condições em Winkipop. "Eu disse a ele que não entraria naquele mar, pois a correnteza estava muito forte", falou o fotógrafo à imprensa australiana.

"Logo depois, eu o vi remando para o outside e rapidamente foi pego por uma grande série no local chamado de 'Buttons', que é muito perigoso". Ryan disse ainda que Philippoussis foi levado para uma área conhecida como 'Valley', onde foi massacrado pelas ondas até ter sua prancha partida. Então ele se dirigiu à caverna onde aguardou por duas horas até que a maré abaixasse. Enquanto isso, observadores do episódio avisaram a namorada de Philippoussis que estava num estacionamento próximo ao local. O tenista sofreu cortes nos pés e um ferimento no quadril.

Segundo Rob Aivatoglou, agente de Philippoussis, ele teria ido mais cedo até Bells Beach na companhia de um amigo, mas estava sozinho no incidente em Winkipop. Aivatoglou afirmou ainda que o surf, além de hobby, é parte do programa de recuperação de Philippoussis depois da cirurgia que o tenista sofreu recentemente em um dos joelhos. "Ele está feliz por ter saído com vida do incidente e por tudo ter terminado bem, diante das circunstâncias", concluiu o manager.


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Okdok Ubatuba faz a festa

Os surfistas de Ubatuba garantiram outra grande atuação “em casa” na segunda etapa do Okdok Paulista de Surf, encerrada neste domingo na praia de Itamambuca.

Em ação num dos principais “palcos” da modalidade, os ubatubenses levaram quatro das cinco vitórias no evento, comemorando os primeiros lugares na Open, com Marco Aurélio; na Master com Ricardo Toledo; na Feminina com Camila Cássia, e ainda na disputa por cidades.

A superioridade foi tamanha que dos 16 finalistas (nas quatro categorias), nove foram de Ubatuba. Somente na Longboard, Rodney Costa, de Guarujá, não deixou que a festa fosse completa, ao superar três surfistas da sede na decisão, entre eles, Ricardo Toledo, um dos destaques do evento, com o segundo lugar.

A competição teve um domingo de boas ondas de 1 metro, muito sol e um ótimo público prestigiando as disputas.

O circuito terá três etapas, com a decisão na praia de Pitangueiras, Guarujá, nos dias 4 e 5 de outubro. Em cada etapa, os finalistas das quatro categorias dividem uma premiação de cerca de R$ 8 mil, sendo R$ 4.7 mil em dinheiro, depositados em cadernetas de poupança. Os vencedores também ganham pranchas RipWave.

Resultados

Open

1 Marco Aurélio - Ubatuba

2 Alex Cunha – Ubatuba

3 Thiago Guimarães – Peruíbe

4 Carlos Bonfim – Praia Grande

Master*

1 Ricardo Toledo - Ubatuba

2 Roberto Versa – Praia Grande

3 Richard Leite, o Richinha - Ubatuba

* Morro Boy, de Ubatuba, venceu, mas foi desclassificado, por não ter a idade completa

Feminino

1 Camila Cássia - Ubatuba

2 Juliana Meneghel - Guarujá

3 Rose Santana – São Vicente

4 Kaka Viana – São Sebastião

Longboard

1 Rodney Costa - Guarujá

2 Ricardo Toledo - Ubatuba

3 Fábio Batata - Ubatuba

4 Fábio Tavares - Ubatuba

Cidades

1 Ubatuba

2 Guarujá

3 Praia Grande

4 São Sebastião

Ranking depois de 2 etapas

Open

1 Thiago Guimarães – Peruíbe – 1.466

2 Adriano Camargo – São Sebastião – 1.187

3 Emerson Silva – Guarujá – 1.185

4 Paulo Leone – Guarujá – 1.086

Master

1 Ricardo Toledo – Ubatuba – 1.710

2 Paulo Matos – Guarujá – 1.330

3 Sérgio Guimarães – Peruíbe – 1.312

4 Alexandre Miranda – Ubatuba – 1.282



Feminino

1 Camila Cássia – Ubatuba – 2.000

2 Juliana Meneghel – Guarujá – 1.800

3 Rose Santana – São Vicente – 1.620

4 Jéssica Marques – São Vicente – 1.187

Longboard

1 Fábio Tavares – Ubatuba – 1.729

2 Rodney Costa – Guarujá – 1.656

3 Ricardo Toledo – Ubatuba – 1.556

4 Gilmar Teixeira – Peruíbe – 1.431

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Chris Davidson leva a melhor África do Sul

Neco Padaratz pára nas semifinais e Patrick Gudauskas volta a liderar o ranking em Durban

O catarinense Neco Padaratz chegou perto de repetir a fantástica vitória de Silvana Lima no sábado, quando a cearense tirou duas notas 10 antes de bater a francesa Pauline Ado na grande final. As ondas baixaram bastante no domingo decisivo do Mr. Price Pro e Neco ainda passou duas baterias nas séries de meio metro de altura do New Pier de North Beach.

Mas o catarinense foi barrado nas semifinais pelo campeão do Festival de Durban, o australiano Chris Davidson, que na decisão derrotou o sul-africano Travis Logie para faturar o prêmio máximo de 15.000 dólares oferecido no WQS. Já o norte-americano Patrick Gudauskas dividiu o terceiro lugar com o brasileiro e voltou a ocupar a liderança do ranking que estava com Hizunomê Bettero.

O paulista caiu para a terceira posição, a mesma da paranaense Bruna Schmitz que só foi derrotada pela campeã Silvana Lima na semifinal brasileira do feminino na África do Sul. Além de Hizunomê, os cariocas Raoni Monteiro em quinto lugar e Pedro Henrique em 11.o e ainda o cearense Pabo Paulino em 12.o, são os quatro brasileiros que permaneceram na nova lista dos 15 surfistas que o WQS classifica para o WCT.

O resultado do Mr. Price Pro só provocou duas mudanças neste grupo, com o campeão Chris Davidson e Adam Melling entrando nas vagas dos também australianos Shaun Cansdell e Shaun Gossmann.

No último dia do Mr. Price Pro na África do Sul, três brasileiros competiram nas oitavas-de-final que abriram o domingo de pequenas ondas em Durban. O carioca Pedro Henrique tinha chances de assumir a ponta do ranking, mas por menos de meio ponto de diferença acabou barrado pelo de novo líder Patrick Gudauskas no placar encerrado em 16,27 x 16,00 pontos. Já o paulista Odirlei Coutinho precisava vencer o campeonato para ingressar no grupo dos 15 que sobem para o WCT, porém não teve chances contra o atual campeão mundial do WQS, Jordy Smith, com o sul-africano seguindo para as quartas-de-final com uma boa vantagem de 14,17 x 11,00 pontos.

Mas, na disputa seguinte o catarinense Neco Padaratz salvou a pátria, despachando o norte-americano Nathaniel Curran por décimos no duelo que terminou em 11,50 x 11,34 pontos. Nas quartas-de-final, a vitória foi bem mais tranquila sobre outro americano, Nathan Yeomans, por 15,17 x 10,50 pontos. No entanto, as séries cada vez mais escassas foram o principal adversário de Neco Padaratz na semifinal contra o campeão Chris Davidson, que teve sorte em achar ondas abrindo paredes mais longas para manobras e conquistou a última vaga na final por 13,33 x 8,23 pontos.

Na bateria anterior, o sul-africano Travis Logie já havia batido o líder do ranking Patrick Gudaukas num placar apertado de 13,10 x 12,64 pontos, com o norte-americano ficando empatado com Neco Padaratz em terceiro lugar no Mr. Price Pro. Cada um recebeu 4.500 dólares de prêmio e marcou 1.875 pontos. Essa foi apenas a terceira participação do catarinense no WQS 2008, dando um grande salto da 172.a para a 95.a colocação na classificação geral das 19 etapas.

Já o carioca Pedro Henrique e o paulista Odirlei Coutinho terminaram em nono lugar na África do Sul, que valeu 1.375 pontos e 2.300 dólares. Pedrinho ganhou uma posição no ranking e aparece agora na 11.a, enquanto Odirlei pulou do 53.o para o 32.o lugar, empatado com o gaúcho Rodrigo Dornelles. Agora, os mais próximos da zona de classificação para o WCT são o paranaense Jihad Kohdr em vigésimo e os cariocas Simão Romão em 22.o e Yuri Sodré em 27.o.

MR. PRICE PRO – GRANDE FINAL – 16.10 x 12.90 pontos:
Campeão: Chris Davidson (AUS) – US$ 15.000 e 2.500 pontos
Vice-campeão: Travis Logie (AFR) – US$ 7.400 e 2.188 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar (US$ 4.500 e 1.875 pontos):

01: Travis Logie (AFR) 13.10 x 12.64 Patrick Gudauskas (EUA)
02: Chris Davidson (AUS) 13.33 x 8.23 Neco Padaratz (BRA)

RANKING WQS 2008 – 19 etapas:

01: Patrick Gudauskas (EUA) – 9.119 pontos
02: David Weare (AFR) – 8.688
03: Hizunomê Bettero (BRA-SP) – 8.650
04: Nathaniel Curran (EUA) – 8.600
05: Raoni Monteiro (BRA-RJ) – 8.363
06: Drew Courtney (AUS) – 8.356
07: Chris Davidson (AUS) – 8.332
08: Sunny Garcia (HAV) – 8.162
09: Nathan Yeomans (EUA) – 8.100
10: Austin Ware (EUA) – 7.838
11: Pedro Henrique (BRA-RJ) – 7.688
12: Pablo Paulino (BRA-CE) – 7.650
13: Kekoa Bacalso (HAV) – 7.600
14: Adam Melling (AUS) – 7.575
15: Brett Simpson (EUA) – 7.525

Próximos brasileiros:

20: Jihad Kohdr (PR) – 7.263
22: Simão Romão (RJ) – 6.975
27: Yuri Sodré (RJ) – 6.763
32: Rodrigo Dornelles (RS) – 6.425
32: Odirlei Coutinho (SP) – 6.425
38: Bernardo Pigmeu (PE) – 6.000 42: Jean da Silva (SC) – 5.900
44: Adriano de Souza (SP) – 5.844
48: André Silva (CE) – 5.763
51: Renato Galvão (SP) – 5.675
54: Leandro Bastos (RJ) – 5.450

João Carvalho

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sexta-feira, 4 de julho de 2008

SuperSurf inaugura a reta final da temporada em Ubatuba

Tita Tavares pode garantir o tetracampeonato brasileiro nesta penúltima etapa

A cidade de Ubatuba é a única da história do SuperSurf que nunca saiu do calendário desde o ano 2000 e pela segunda vez vai sediar o penúltimo desafio na corrida pelos títulos de campeões brasileiros de surfe profissional. Na Praia de Itamambuca será inaugurada a reta final da temporada 2008 e a cearense Tita Tavares já pode conquistar o tetracampeonato por antecipação na semana que vem. Já o ganhador do outro carro zerinho oferecido aos campeões brasileiros só sai na última etapa, em setembro no Rio de Janeiro. No masculino é hora de definir os candidatos ao título e os principais são os vencedores das três primeiras, o paraibano Jano Belo que lidera o ranking e os catarinenses William Cardoso e Marco Polo.

Os primeiros campeões do SuperSurf 2008 na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), agora ocupam a segunda posição nos rankings. William Cardoso largou na frente, foi semifinalista na segunda etapa e tinha grande vantagem, mas contundiu o tornozelo surfando na Indonésia, não competiu na Praia de Maresias (SP) e foi ultrapassado pelo ganhador da prova nordestina na Praia do Cupe (PE), Jano Belo. E Marco Polo entrou na lista dos principais candidatos com a brilhante vitória na decisão da terceira etapa em São Sebastião (SP), sobre o campeão do WCT do Tahiti nos tubos de Teahupoo, Bruno Santos.

Matematicamente, os doze primeiros colocados no ranking do SuperSurf 2008 estarão disputando a liderança em Ubatuba e todos estréiam na quarta-feira no formato de competição do WCT que voltou a ser utilizado na Divisão Principal do Circuito Brasileiro de Surfe Profissional neste ano. Já na categoria feminina, a única que pode tirar a primeira posição da tricampeã brasileira Tita Tavares é a paraibana Diana Cristina, que ganhou a primeira final do ano contra a cearense em Florianópolis.

A baixinha deu o troco na índia Tininha em Maresias, onde colecionou mais algumas marcas históricas no SuperSurf, como o de três títulos na etapa de São Sebastião, que foi a sua 14.a vitória em vinte finais disputadas, ainda aumentou para 92 o seu recorde de baterias vencidas e voltou a apresentar o maior índice de aproveitamento, alcançando 83,6% em 110 baterias completadas na final contra Diana Cristina. Na segunda etapa, em Pernambuco, Tita Tavares já havia registrado um outro feito histórico na Praia do Cupe, ao atingir o maior placar feminino somando duas notas: 17,67 pontos de 20 possíveis.

A cearense agora quer igualar o tetracampeonato de Andréa Lopes, com a diferença de que o primeiro da carioca foi conquistado em 1999, antes da criação da Divisão Principal do Circuito Brasileiro no ano seguinte. Tita Tavares pode se tornar a primeira a faturar quatro títulos brasileiros no SuperSurf e as duas já viveram grandes momentos em Ubatuba. A carioca foi finalista nas três primeiras edições, perdeu a de 2000 para a Jacqueline Silva e foi bicampeã em 2001 e 2002, quando vingou a catarinense.

TRIO DOMINANTE EM UBATUBA
Em 2003, Tita Tavares e a ubatubense Suelen Naraisa entraram na história das finais do SuperSurf de Ubatuba, com a cearense festejando sua primeira vitória. Em 2002 a baixinha já havia brilhado nesta etapa ao se tornar a primeira surfista a ganhar nota 10 numa onda surfada num final de tarde com condições perfeitas para o surfe na Praia de Itamambuca. Em 2004, Tita perdeu a final cearense para Silvana Lima, que também foi derrotada na tentativa do bi consecutivo em 2005, quando a surfista local Suelen Naraisa festejou a sua primeira vitória em casa.

Em 2006, o SuperSurf de Ubatuba foi encerrado com o maior clássico do surfe feminino e Tita Tavares saiu vitoriosa no duelo final contra a carioca Andréa Lopes. A cearense igualou a tetracampeã no ano passado, quando também chegou em sua quarta final na Praia de Itamambuca, mas não o bi seguido dela em 2001 e 2002. Ano sim, ano não e lá estava Suelen Naraisa de novo para comemorar sua segunda vitória de forma emocionante, com toda a torcida vibrando pela ubatubense em Itamambuca lotada.

Suelen e Tita já fizeram uma final esse ano no SuperSurf de Pernambuco e a cearense repetiu na Praia do Cupe a vitória da sua primeira decisão contra a ubatubense na casa dela em 2003. Enquanto no feminino apenas seis surfistas chegaram nas oito finais disputadas na Praia de Itamambuca, no masculino quatorze nomes diferentes decidiram os títulos desde o ano 2000. As únicas exceções foram o ubatubense Odirlei Coutinho, bicampeão em 2005 e 2006, e o paranaense Jihad Kohdr, que perdeu a final de 2006 e ganhou a do ano passado contra o hoje postulante ao título brasileiro, William Cardoso.

RANKING BRASILEIRO DO SUPERSURF 2008 – 3 etapas:

CATEGORIA MASCULINA:
01: Jano Belo (PB) – 2.110 pontos
02: William Cardoso (SC) – 2.050
03: André Silva (CE) – 1.950
04: Marco Polo (SC) – 1.930
05: Wilson Nora (BA) – 1.760
06: Beto Fernandes (SP) – 1.730
07: Gustavo Fernandes (RJ) – 1.610
08: Danilo Costa (RN) – 1.540
09: Odirlei Coutinho (SP) – 1.530
09: Messias Félix (CE) – 1.530
11: Jean da Silva (SC) – 1.470
12: Flávio Costa (BA) – 1.450
13: Davi de Jesus (SC) – 1.400
14: Angelino Santos (CE) – 1.330
15: Ricardo Ferreira (SP) – 1.320
15: Diego Rosa (SC) – 1.320
15: Márcio Farney (CE) – 1.320

CATEGORIA FEMININA:
01: Tita Tavares (CE) – 2.860 pontos
02: Diana Cristina (PB) – 2.590
03: Suelen Naraisa (SP) – 2.200
04: Andréa Lopes (RJ) – 1.960
05: Bruna Schmitz (PR) – 1.840
05: Taís de Almeida (RJ) – 1.720
05: Monik Santos (PE) – 1.720
08: Cláudia Gonçalves (SP) – 1.610
08: Juliana Quint (SC) – 1.610
08: Nathalie Martins (PR) – 1.610
08: Gabriela Teixeira (RJ) – 1.610

Por João Carvalho


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Nove brasileiros entre os 48 melhores em Durban

Apesar da eliminação do carioca Raoni Monteiro, nove brasileiros seguem na briga pelo título, entre eles Jihad Kohdr (foto) - campeão do último WQS de Durban

O carioca Raoni Monteiro já não briga mais pela liderança do WQS na África do Sul. Ele acabou eliminado no último confronto da quinta-feira, vencido pela grande surpresa do dia, o jovem paulista Wiggolly Dantas, que ainda derrotou dois tops do WCT, o francês Mikael Picon e o australiano Tom Whitaker. O paranaense Jihad Kohdr também se classificou e continua defendendo o título de campeão do WQS de Durban.

Além de Jihad e Wiggolly, mais sete brasileiros também avançaram para a rodada dos 48 melhores surfistas do campeonato, a última de baterias formadas por quatro competidores. Já o feminino folgou na quinta-feira e três brasileiras estão entre as doze surfistas que vão disputar classificação para as quartas-de-final, a cearense Silvana Lima, a catarinense Jacqueline Silva e a paranaense Bruna Schmitz.

Participação tripla - Uma dobradinha verde-amarela abriu a quinta-feira reservada para as vinte baterias restantes da fase de estréia dos cabeças-de-chave do WQS de Durban. Eram três brasileiros disputando duas vagas e passaram o carioca Pedro Henrique em primeiro e o gaúcho Rodrigo Dornelles em segundo lugar, com o paulista Robson Santos terminando em último, atrás ainda do havaiano Roy Powers.

Na outra bateria com participação tripla do Brasil, foram três cearenses contra o sul-africano Damien Fahrenfort, eliminado junto com o mais jovem deles, Charlie Brown, por Pablo Paulino e André Silva. Já as outras três chances de dobradinhas vencedoras acabaram frustradas. Uma porque o paulista Adriano de Souza não compareceu para competir e o carioca Simão Romão derrotou sozinho os outros dois adversários.

Na disputa anterior, o paulista Odirlei Coutinho ganhou a briga pela segunda vaga do pernambucano Bernardo Pigmeu no confronto Brasil x África do Sul vencido pelo experiente Greg Emslie. E na última bateria, Wiggolly Dantas pegou as melhores ondas para derrotar os tops do WCT Mikael Picon e Tom Whitaker, com Raoni Monteiro ficando em último.

Mas, o carioca ainda aparece em terceiro lugar no ranking do WQS atualizado com os resultados da quinta-feira nas boas ondas de 1 metro de altura do New Píer de North Beach. Na classificação provisória, três novos surfistas ingressaram no grupo dos 15 primeiros do ranking que têm vaga garantida no WCT do ano que vem, o paranaense Jihad Kohdr e os australianos Adam Robertson e Adam Melling. Eles entraram nas vagas do americano Brett Simpson, do australiano Shaun Cansdell e do carioca Pedro Henrique, mas os três estão no round 48 em Durban e ainda tentam recuperar seus lugares na África do Sul.

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quinta-feira, 3 de julho de 2008

Conhecendo o mar e as ondas

Por ser um esporte que não depende somente da vontade do surfista, existem vários fatores externos que precisam se conjugar para que se possa praticá-lo. Nem sempre o mar e/ou o vento apresentam condições favoráveis a pratica do surf na praia mais próxima de sua casa ou seu pico predileto.

De acordo com o posicionamentos geográfico das praias, as influências dos ventos, marés, correntes e a direção do swell, variam muito, portanto, você deve conhecê-los bem para ir ao local certo e fazer um bom surf. O nome dos ventos e das correntes é dado de acordo com a origem dos mesmos. Ex.: Vento que nasce no leste chama-se vento leste.

Ventos e correntes


Para se ter melhor conhecimento sobre ventos e correntes devemos conhecer os pontos cardeais (Norte, Sul, Leste e Oeste). O Sol nasce no Leste e se põe no Oeste, a partir daí saberemos que nome daremos ao vento e quais suas influências no mar.

· O vento terral tem este nome porque sopra da terra para o mar.

· Um vento quente, geralmente aliza o mar e torna as ondas cavadas.

· Muitos dias de vento terral pode acabar com a ondulação.

· O vento maral é o inverso do terral, sopra do mar para a terra.

· Geralmente um vento frio, mexe com o mar e pode acontecer grandes ondulações ou frente fria.


Lua


As variações da lua influem diretamente nas marés, luas fortes (lua cheia e nova) significam marés com muitas variações (muito alta e muito baixa). Luas fracas (minguante e crescente) significam poucas variações de marés. As mudanças das luas também podem influir no tamanho e formação das ondas.

Fundos


Os tipos de fundos têm influência na qualidade da formação das ondas.


· Fundo de Areia:

 São bancos de areia que se modificam de acordo com as correntes e ventos, são cercados de valas que fazem a boa formação das ondas ou não, quando elas estão com pouca força.
Obs.: As valas são buracos ou correntes onde a água empurrada pelas ondulações para praia retorna ao oceano.
Elas ficam sempre entre dois bancos de areia; muito boa para os surfistas pois, chegamos ao fundo com mais facilidade como também perigosas para os banhistas, pois muitos se afogam nelas, lutando contra sua força.
Exemplo de fundos de areia: Barra da Tijuca (RJ), Hossegor (França), Puerto Escondido (México).

· Fundo de Pedra: 

Formados perto de encostas que têm origem no mar, são fundos constantes que só dependem de uma boa ondulação vinda na direção certa. Exemplos de fundos de pedra: Rincon Point (Califórnia), Silviera (SC-Brasil). Em alguns lugares, longe de encostas, existem acúmulos de pedras que fazem ondas de boa formação no meio das praias.

· Recifes de Coral: 

Este tipo de fundo se classifica de duas formas - a que se forma a partir da praia e as que se formam longe das praias.

Nas que se formam longe das praias como Pipeline e Serrambi (Pernambuco), as ondulações encontram as paredes de recifes fazendo com que as ondulações quebrem longe da praia e acabem nos canais (valas). Dependem de um conjunto de fatores para que se tornem realmente boas.

O outro tipo de fundo de coral se forma a partir da praia ou de fundos muito rasos que quase formam pequenas ilhotas e, pela proximidade um do outro como arquipélago, qualquer tipo de ondulação e vento proporciona um bom divertimento fazendo ondas que muitas vezes só conseguimos chegar ao pico usando barcos. (Ex.: Cloudbraks de Tavarua em Fidji). Neste último tipo, se deve ter muita atenção com a variação das marés, pois, uando esta muito baixa se torna muito perigoso (os corais são muito afiados e em muitos momentos ficam expostos podendo causar ferimentos).


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Baterias definidas para 3ª etapa do Mundial de Bodyboard

As baterias da terceira etapa do Mundial de Bodyboard foram definidas depois de o sul-africano Wes Fischer vencer o trials.

A competição rola em Cronulla Point, Austrália. A janela de espera foi aberta no último dia 1 de julho e será encerrada no dia 20 de julho.

Durante o primeiro dia, as ondas não estavam boas e a abertura da prova foi adiada pelos organizadores.

A previsão é da entrada de um swell vindo de sudoeste, nesta sexta-feira (4/7), com ondas de 1 a 1,5 metros e no sábado pode variar de 1,5 a 2 metros.

Caso a previsão se confirme, o evento pode começar neste final de semana.

O baiano Uri Valadão chegou com antecedência à Shark Island, considerada uma das ondas mais temidas do circuito, para treinar e se familiarizar com o pico.

Outro brasileiro que promete brigar para sair de Shark com o título é Paulo Barcellos, vencedor da etapa de abertura em Pipeline, Hawaii, e o atual vice-líder do ranking.

“O Uri, eu e o Luis Villar estamos liderando o ranking mundial e eu sei que esse evento será bem difícil, mas espero sair daqui entre os líderes. Estou muito confiante”, afirma Paulo Barcellos.

O brasileiro hexacampeão mundial Guilherme Tâmega também pretende ser uma das grandes atrações da competição. Guilherme é tricampeão em Shark Island e não será facilmente vencido nas boas direitas de Cronulla Point.

“O bodyboard está crescendo muito, esse ano teremos três etapas no Brasil. Eu espero que continue assim”, diz o hexacampeão.

Além dos brasileiros, os australianos são os grandes favoritos para levantarem o caneco nesta etapa do Mundial, como o atleta Ben Player, atual campeão do mundo e dono do título em Shark.

“Eu estou muito feliz em poder defender meu título aqui. Sei que esse evento será muito complicado, mas vou brigar por isso”, garante o australiano.

A terceira etapa do circuito Mundial de Bodyboard pode ser acompanhada ao vivo pelo site ibatour.com .

Primeira fase

1 Uri Valadão (BRA), Guilherme Tâmega (BRA), Dave Ballard (AUS) e Airam Cabrera (CAN)
2 Jeff Hubbard (HAV), Mark McCarthy (AFS), Jonathan Vega (ESP) e Brad Highes (AUS)
3 Amaury Laverhne (REU), Oliver Herrera (CAN), Chris James (AUS) e Michael Chapple (AUS)
4 Pierre Louis Costes (FRA), Dave Hubbard (HAV), Wesley Fischer (AFS) e Ryan Hardy (AUS)
5 Luis Villar (BRA), John Showell (AUS), Garth McGregor (AUS) e Max Arent (AUS)
6 Hugo Pinheiro (POR), Mike Stewart (HAV), Mitch Rawlins (AUS) e Chad Jackson (AUS)
7 Ben Player (AUS), Paulo Barcellos (BRA), Christian Riguccini (AUS) e Charlie Chapplet (REU)
8 Magno Oliveira (BRA), Dallas Singer (AUS), Ben Gohl (AUS) e Jones Russel (AUS)


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