quarta-feira, 23 de julho de 2008

Jadson André faz bonito na Califórnia

Jadson André arrebenta nas ondas de Huntington Beach e totaliza um dos maiores placares da história do evento mais tradicional do surfe norte-americano

Pela primeira vez na longa história do WQS de Huntington Beach, nenhum brasileiro da elite atual do WCT está participando do maior campeonato de surfe do mundo neste ano. Mas, a nova geração do Brasil está representando muito bem o país, encabeçando as listas de recordes dos primeiros dias.

Na segunda-feira, o cearense Charlie Brown foi o melhor da rodada de 192 competidores e na terça-feira o potiguar Jadson André abusou dos aéreos para atingir um dos maiores placares da história do evento no píer de Huntington Beach.

Foi numa bateria com participação tripla do Brasil que já foi inaugurada com o natalense-voador surfando uma ótima onda com fortes manobras que valeu nota 9,23.

O havaiano Torrey Meister também começou bem com 9,17, enquanto o catarinense William Cardoso e o recordista do primeiro dia, Charlie Brown, iam ficando para trás. Principalmente após a segunda onda de Jadson André que ele acertou um aéreo muito alto em outra fantástica apresentação que lhe rendeu o primeiro 10 do ano no WQS de Huntington Beach.

Os próprios organizadores anunciaram que seu placar de 19,23 pontos foi um dos maiores de toda a história da competição mais tradicional do surfe norte-americano na Califórnia. O havaiano também surfou outra onda excelente, mandou um lindo aéreo para conseguir nota 9,93 dos juízes e atingir também incríveis 19,10 pontos de 20 possíveis. Os dois não deram qualquer chance para William Cardoso e Charlie Brown.

“Acho que foi uma das melhores baterias da minha vida”, confessou Jadson André. “As ondas aqui são bem parecidas com as de casa, lá em Natal, já vim várias vezes para cá e gosto muito daqui. Estou muito feliz por ter surfado bem e vencido”.

Dobradinha brasileira - Nessa não saiu, mas outro catarinense e outro cearense já tinham comemorado duas baterias antes a primeira dobradinha verde-amarela do WQS de Huntington neste ano.

O jovem catarinense Alejo Muniz entrou nas triagens iniciadas na sexta-feira passada e disputou três baterias para conquistar uma das oito vagas que completaram a primeira rodada de 24 baterias do campeonato. Computou sua terceira vitória em Huntington Beach na segunda-feira e a quarta na terça-feira, com o cearense André Silva completando a dupla classificação contra o japonês Izuki Tanaka e o americano Duran Barr.

Também com duas vitórias no evento principal, outro grande talento da nova geração brasileira, o paulista Wiggolly Dantas, avançou para enfrentar os cabeças-de-chave. Mais cinco brasileiros fazem parte desse grupo que entra direto na terceira fase, quando começa a ser distribuída a premiação em dinheiro oferecida nas etapas do WQS.

O carioca Pedro Henrique está na terceira bateria e na quarta tem o catarinense Jean da Silva, que foi até as semifinais em Huntington Beach no ano passado. Na 17ª, o paulista Hizunomê Bettero começa a defender a terceira posição no ranking e a brigar pela liderança do WQS nos Estados Unidos. Depois, tem o cearense Pablo Paulino na 22ª bateria e na 23ª o carioca Yuri Sodré.

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